Formou-se o cheiro,
as cores
e a vontade,
voluntária ou in,
o sopro.
Teceu os ramos, as casas, os rumos, a dança.
E brotou o suspiro,
a mágica
e a farsa.
Tudo era vaidade,
poeira disfarçada de vaidade,
amontoada ilusória assim,
de um nada tão precioso.
Os quintais foram destruídos, vendavais,
os jardins se foram,
bom dia escuridão,
me mandem boas notícias.
domingo, 23 de setembro de 2012
sexta-feira, 20 de julho de 2012
O posto
Acorda do sono em dentes afiados,
vê-se asas enferrujadas,
anestesia, sangra o efeito, e à tona a suprema ferida,
sente no peito a alma esmagada.
Essa cabeça exigindo por quês,
entre gritos exigindo silêncio,
e segue e siga implorando um sorriso...
Algo disfarça o frio, o vento lambe os pés
e lhe carrega para o que deduz ser o melhor,
por vezes o fútil torna-se absorto,
por vezes a estupidez vocifera no crânio.
E no fim o eco antecede o ato
de forma oposta.
E no fim mil palavras dizem nada,
mas a desnecessária faca foi instalada,
e algo morto fica no chão...
vê-se asas enferrujadas,
anestesia, sangra o efeito, e à tona a suprema ferida,
sente no peito a alma esmagada.
Essa cabeça exigindo por quês,
entre gritos exigindo silêncio,
e segue e siga implorando um sorriso...
Algo disfarça o frio, o vento lambe os pés
e lhe carrega para o que deduz ser o melhor,
por vezes o fútil torna-se absorto,
por vezes a estupidez vocifera no crânio.
E no fim o eco antecede o ato
de forma oposta.
E no fim mil palavras dizem nada,
mas a desnecessária faca foi instalada,
e algo morto fica no chão...
Costas
Montanhas sangram pureza,
árvores cantam sabedoria,
Em pedra, sorrisos de convívio,
olhos gélidos de uma natureza covarde,
sobre a mesa o que há chama-se rivalidade,
incompetência sobre competição,
todos ocupados em si mesmo,
todos iludidos pelo pó,
beijos que rasgam a carne,
abraços que dilaceram o coração,
em algum ponto ainda existe vida,
em algum momento há brilho nas peças,
e talvez ali assim devem morrer.
cansaço é o que pousa no peito,
indiferença é o que deita sobre o tapete,
Não fui feito para coisas comuns...
árvores cantam sabedoria,
Em pedra, sorrisos de convívio,
olhos gélidos de uma natureza covarde,
sobre a mesa o que há chama-se rivalidade,
incompetência sobre competição,
todos ocupados em si mesmo,
todos iludidos pelo pó,
beijos que rasgam a carne,
abraços que dilaceram o coração,
em algum ponto ainda existe vida,
em algum momento há brilho nas peças,
e talvez ali assim devem morrer.
cansaço é o que pousa no peito,
indiferença é o que deita sobre o tapete,
Não fui feito para coisas comuns...
domingo, 15 de julho de 2012
Ladrilhos de sol, sorriso amarelo,
Gira gira o cata-vento...
Ladrilhos submersos, dias de água,
Cabelos lambidos e sapatos molhados...
e era tão bonito tudo isso,
nenhuma nuvem negra podia nos derrotar,
Todos os dias eram dias,
eram dias de brincar
Ladrilhos de vento, folhas dançantes,
Valsa do tempo..., poeira e bolor.
Ladrilhos de dentes, sorrisos inconstantes...
Mas hoje os lábios se negam a esticar
Ladrilhos e gotas, cálices vazios,
embebidos de tudo aquilo que nos
distancia de nós mesmos,
assim a maldade torna-se carne,
assim a pureza torna-se pedra,
assim a pureza torna-se pedra,
Onde estão as crianças?
Onde estão?
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