Mais um corte enfim,
mais um fim e assim,
início de um outro pesar.
Mais uma trilha torta,
sem saber o que importa,
sem conseguir deitar.
As palavras não ditas,
agora malditas que gritam
sem cessar.
E o que ficou nas entrelinhas
é o que definha, é o que mais agride
o pensar.
Sem retorno,
sem ânimo pra recomeço,
tudo virado ao avesso,
sem prazo pra voltar.
Engolir a seco o desgosto,
tão conhecido gosto.
que sempre vem brindar.
quarta-feira, 23 de julho de 2014
terça-feira, 22 de julho de 2014
Vício
Sair sem querer voltar,
fugir por ruas que não há,
como expurgar o ódio
que queima a própria carne?
Essa condenação que não cala,
essa mente que insiste em cair,
essa doença que persiste em agredir.
As luzes chamam, chamas negras
como sempre,
clamam em sede, você se entorpece,
se quebra nas paredes, cata os cacos,
e volta ao vômito.
Por que insistir em entrar na porta?
Por que ainda acreditar?
No final todos os livros cantam derrota.
No final sempre é você e a dor,
contorcendo imóvel
sem refúgio, sem lar.
fugir por ruas que não há,
como expurgar o ódio
que queima a própria carne?
Essa condenação que não cala,
essa mente que insiste em cair,
essa doença que persiste em agredir.
As luzes chamam, chamas negras
como sempre,
clamam em sede, você se entorpece,
se quebra nas paredes, cata os cacos,
e volta ao vômito.
Por que insistir em entrar na porta?
Por que ainda acreditar?
No final todos os livros cantam derrota.
No final sempre é você e a dor,
contorcendo imóvel
sem refúgio, sem lar.
terça-feira, 1 de julho de 2014
Bloqueios
Flui e entorna,
em um ato repentino,
Sob um chão de momento glória,
tece célebre o amargo destino
Onde os anjos choram,
o início do inferno,
onde os pesadelos moram,
onde queima o frio interno.
E o que há de novo a fazer?
Enquanto o caos resolve dançar,
Só tendo pústulas a colher,
sem motivo a trilhar.
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