Feche a porta e apague a luz
obrigado por tentar fazer-me acreditar,
quando o ódio descansa em paz no peito
o que mais se pode esperar?
Eles não virão, sabe-se bem assim,
no mesmo barco, mas não virão,
ficarão em casa esperando por amor,
mas nunca estarão dispostos a doar.
Quanto aos outros?
Vão lhe arrancar sempre um pedaço da alma,
vão lhe vender sorrisos e lumes
e por trás de cruzes habitarão latrinas,
e o abraço será feito de aranhas,
grandes braços a lhe sugar os fluidos.
Não há a quem recorrer.
Prato predileto você.
Boneco a corda você.
Farelo para porcos você.
Peças de xadrez você.
E a escuridão agora que se vê,
é só reflexo do que,
habita atrás dos olhos...
sábado, 30 de novembro de 2013
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Sina
se esconder,
na estranha esperança de partir.
portas de ouro, horizontes
enegrecidos.
armadilha, ciclo,
seu trilho, ascensão e queda.
a voz vai, some, ecoa e retorna.
o sorriso do diabo há de
estar na próxima esquina
no silêncio afia as presas
no calor ajeita as asas
ele quer você animal
nada lhe dará para substituir a dor
você está pra aguardar a quebra
sem saber quando virá a libertação.
Sem saber se há.
na estranha esperança de partir.
portas de ouro, horizontes
enegrecidos.
armadilha, ciclo,
seu trilho, ascensão e queda.
a voz vai, some, ecoa e retorna.
o sorriso do diabo há de
estar na próxima esquina
no silêncio afia as presas
no calor ajeita as asas
ele quer você animal
nada lhe dará para substituir a dor
você está pra aguardar a quebra
sem saber quando virá a libertação.
Sem saber se há.
Sopro
E essa coisa torta
e essa fraqueza querendo
fluir pelos olhos,
escorrer pelos ralos,
nutrir-se de bosta.
E essa cousa rôta
saindo da rota, sem regaço,
outra vez carcaça,
caminho longo,
nova derrota.
E essa coisa morta,
sem brilho, cheiro de abutre,
sem lume,
essa coisa vaga,
que deita sem órbita,
sem lógica, sem conformes,
essa coisa...
e essa fraqueza querendo
fluir pelos olhos,
escorrer pelos ralos,
nutrir-se de bosta.
E essa cousa rôta
saindo da rota, sem regaço,
outra vez carcaça,
caminho longo,
nova derrota.
E essa coisa morta,
sem brilho, cheiro de abutre,
sem lume,
essa coisa vaga,
que deita sem órbita,
sem lógica, sem conformes,
essa coisa...
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