Mantenha os botões,
queira desconhecer o sorriso das pétalas.
Há veneno de hipnose por
trás da inocência, tenha-os fechados.
Esqueça os botões, os impulsos do sangue
a esquentar a pele, o corpo,
fuja do calor, distância.
Esqueça o mundo,
não há muito a que lhe presentear,
redemoinho chamando pra dançar,
espaço amplo a se afunilar
a uma boca que tritura, mói,
te suga o rumo e deixa
o que não presta ao chão.
Esqueça você,
acreditando saber a verdade,
sustentando teorias tão frágeis,
esqueça você.
Quem sabe assim possa se encontrar.
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Abissal
O amargo ronda a boca
e a melancolia branda a alma.
Poderia eu contar-lhe mil mentiras,
mas nem uma sequer a mim mesmo...
Inegável dizer da falta,
do terreno baldio interno.
Há plantas que não vingam e
devem ser enterradas sem por quês.
Apesar dos anos a queda ainda fere,
rubros raios sobre olhos cansados,
risos de manicômio entre copos vazios.
A morte sagra-se novamente campeã,
rastejamos a lamber chão sem revanche.
Boca aberta diante do buraco chão
incerto,
infinito imprevisível a nossa frente.
e a melancolia branda a alma.
Poderia eu contar-lhe mil mentiras,
mas nem uma sequer a mim mesmo...
Inegável dizer da falta,
do terreno baldio interno.
Há plantas que não vingam e
devem ser enterradas sem por quês.
Apesar dos anos a queda ainda fere,
rubros raios sobre olhos cansados,
risos de manicômio entre copos vazios.
A morte sagra-se novamente campeã,
rastejamos a lamber chão sem revanche.
Boca aberta diante do buraco chão
incerto,
infinito imprevisível a nossa frente.
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