quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Abissal

O amargo ronda a boca
e a melancolia branda a alma.
Poderia eu contar-lhe mil mentiras,
mas nem uma sequer a mim mesmo...
Inegável dizer da falta,
do terreno baldio interno.
Há plantas que não vingam e
devem ser enterradas sem por quês.
Apesar dos anos a queda ainda fere,
rubros raios sobre olhos cansados,
risos de manicômio entre copos vazios.
A morte sagra-se novamente campeã,
rastejamos a lamber chão sem revanche.
Boca aberta diante do buraco chão
incerto,
infinito imprevisível a nossa frente.

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