Acorda do sono em dentes afiados,
vê-se asas enferrujadas,
anestesia, sangra o efeito, e à tona a suprema ferida,
sente no peito a alma esmagada.
Essa cabeça exigindo por quês,
entre gritos exigindo silêncio,
e segue e siga implorando um sorriso...
Algo disfarça o frio, o vento lambe os pés
e lhe carrega para o que deduz ser o melhor,
por vezes o fútil torna-se absorto,
por vezes a estupidez vocifera no crânio.
E no fim o eco antecede o ato
de forma oposta.
E no fim mil palavras dizem nada,
mas a desnecessária faca foi instalada,
e algo morto fica no chão...
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Costas
Montanhas sangram pureza,
árvores cantam sabedoria,
Em pedra, sorrisos de convívio,
olhos gélidos de uma natureza covarde,
sobre a mesa o que há chama-se rivalidade,
incompetência sobre competição,
todos ocupados em si mesmo,
todos iludidos pelo pó,
beijos que rasgam a carne,
abraços que dilaceram o coração,
em algum ponto ainda existe vida,
em algum momento há brilho nas peças,
e talvez ali assim devem morrer.
cansaço é o que pousa no peito,
indiferença é o que deita sobre o tapete,
Não fui feito para coisas comuns...
árvores cantam sabedoria,
Em pedra, sorrisos de convívio,
olhos gélidos de uma natureza covarde,
sobre a mesa o que há chama-se rivalidade,
incompetência sobre competição,
todos ocupados em si mesmo,
todos iludidos pelo pó,
beijos que rasgam a carne,
abraços que dilaceram o coração,
em algum ponto ainda existe vida,
em algum momento há brilho nas peças,
e talvez ali assim devem morrer.
cansaço é o que pousa no peito,
indiferença é o que deita sobre o tapete,
Não fui feito para coisas comuns...
domingo, 15 de julho de 2012
Ladrilhos de sol, sorriso amarelo,
Gira gira o cata-vento...
Ladrilhos submersos, dias de água,
Cabelos lambidos e sapatos molhados...
e era tão bonito tudo isso,
nenhuma nuvem negra podia nos derrotar,
Todos os dias eram dias,
eram dias de brincar
Ladrilhos de vento, folhas dançantes,
Valsa do tempo..., poeira e bolor.
Ladrilhos de dentes, sorrisos inconstantes...
Mas hoje os lábios se negam a esticar
Ladrilhos e gotas, cálices vazios,
embebidos de tudo aquilo que nos
distancia de nós mesmos,
assim a maldade torna-se carne,
assim a pureza torna-se pedra,
assim a pureza torna-se pedra,
Onde estão as crianças?
Onde estão?
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