Assim sempre chove, em dias assim,
e os olhos externam a derrota.
Puído o coração em uma gaiola suja
num campo de escuridão.
A angústia tece as linhas e passos.
Acabou-se o gosto das coisas,
o corpo forçado a seguir, entre os
zumbis e os lunáticos.
Quanto tempo ainda viver sob este cativeiro?
Quanto tempo ainda pra marchar entre os porcos?
Onde encontrar perseverança e fé?
Onde aprender a acreditar que a dor vai ir embora?
domingo, 23 de março de 2014
sábado, 22 de março de 2014
Entrega
Que venha o fio da navalha e faça a mostra as entranhas.
Inspiro enfim aceitando a dor, em busca de uma armadura luz,
em busca de uma força além.
Longos campos devastados, ervas secas e ossos assim.
Feito o sangue na cruz, feito o sangue dos circuncidados
no auge dos arianos.
Sementes germinando o contrário, criando espinhos maciços
para uma colheita, flores e borboletas espectrais.
Anjos que enganam, transformando açúcar em sódio,
vinho em vinagre, sorriso em lixo.
Deito um copo de sangue sobre o chão e aceito enfim as asas de Satan!!!
Inspiro enfim aceitando a dor, em busca de uma armadura luz,
em busca de uma força além.
Longos campos devastados, ervas secas e ossos assim.
Feito o sangue na cruz, feito o sangue dos circuncidados
no auge dos arianos.
Sementes germinando o contrário, criando espinhos maciços
para uma colheita, flores e borboletas espectrais.
Anjos que enganam, transformando açúcar em sódio,
vinho em vinagre, sorriso em lixo.
Deito um copo de sangue sobre o chão e aceito enfim as asas de Satan!!!
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