domingo, 15 de julho de 2012

Ladrilhos de sol, sorriso amarelo,
Gira gira o cata-vento...
Ladrilhos submersos, dias de água,
Cabelos lambidos e sapatos molhados...
e era tão bonito tudo isso, 
nenhuma nuvem negra podia nos derrotar,
Todos os dias eram dias,
eram dias de brincar

Ladrilhos de vento, folhas dançantes,
Valsa do tempo..., poeira e bolor.
Ladrilhos de dentes, sorrisos inconstantes...
Mas hoje os lábios se negam a esticar
Ladrilhos e gotas, cálices vazios,
embebidos de tudo aquilo que nos 
distancia de nós mesmos,
assim a maldade torna-se carne,
assim a pureza torna-se pedra,
Onde estão as crianças? 
Onde estão?

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