se esconder,
na estranha esperança de partir.
portas de ouro, horizontes
enegrecidos.
armadilha, ciclo,
seu trilho, ascensão e queda.
a voz vai, some, ecoa e retorna.
o sorriso do diabo há de
estar na próxima esquina
no silêncio afia as presas
no calor ajeita as asas
ele quer você animal
nada lhe dará para substituir a dor
você está pra aguardar a quebra
sem saber quando virá a libertação.
Sem saber se há.
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