Feche a porta e apague a luz
obrigado por tentar fazer-me acreditar,
quando o ódio descansa em paz no peito
o que mais se pode esperar?
Eles não virão, sabe-se bem assim,
no mesmo barco, mas não virão,
ficarão em casa esperando por amor,
mas nunca estarão dispostos a doar.
Quanto aos outros?
Vão lhe arrancar sempre um pedaço da alma,
vão lhe vender sorrisos e lumes
e por trás de cruzes habitarão latrinas,
e o abraço será feito de aranhas,
grandes braços a lhe sugar os fluidos.
Não há a quem recorrer.
Prato predileto você.
Boneco a corda você.
Farelo para porcos você.
Peças de xadrez você.
E a escuridão agora que se vê,
é só reflexo do que,
habita atrás dos olhos...
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