A névoa, a pálida lente esconde o rubro dos olhos,
A mentira faz sempre morada a caverna da língua
e os tentáculos abraçam sempre com afago os mais fraquejados.
O semblante relata sempre primavera,
raro revelas a cinza maquiavélica da alma,
mas conseguem sorrir todos os enganados.
Levanta as bandeiras, erguem-se as taças,
comemora-se o rei no fundo fracassado,
de que vale ter um reino se não se tem um coração,
de que vale um tesouro se não for compartilhado.
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