quarta-feira, 26 de junho de 2013

Fraquejo

O corpo pesa e
segue  sem pressa,
os sentidos se aguçam
apenas pra buscar fuga
em algo qualquer.
Sem câmbio,
sem resposta.
A maçã sobre a mesa,
de aparência reluzente,
de aparência podre,
intermete,
entre os dentes e as costas,
com a obrigação do
zelo de suas mãos.
Os sinais te indicam, empurram
e sugam. Você
é o cordeirinho ingênuo
acreditando em autonomia.
Você não vê as cordas,
portanto não tem como negá-las.

Um comentário:

  1. (...)
    É tudo a mesma coisa,
    eu tento não lembrar,
    eu tento me enganar,
    mas já, não sou mais criança!!
    As vezes caio em lamentos
    e tropeço em alguns momentos,
    mas já não quero seus braços
    Estou perdendo a esperança....

    Omissão- Impasse

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