Mais uma vez joelhos postados ao chão,
e apenas acumulação de pústulas.
Mais uma vez coração na bandeja
sobre uma mesa tomada por desculpas.
Sem méritos por caminhos retos,
a nobreza torna-se irrelevância,
glória enferrujada, e o silêncio ainda
como pior distância.
Por vezes acreditando nos ventos,
por vezes acreditando estar na direção,
mas em todo campo habitam-se muros,
em todo caminho há rejeição.
Sobre um chão canil,
sem doce, misericórdia, sem nada,
apenas veias carcomidas, banhadas em ácido.
Inflamadas.
E o que é delírio? O que é virtude,
vício ou doença? O que é afinal verdade, conceitos
ou crenças?
Feito um zumbi consciente da própria morte,
seguindo forçado na contra mão,
uma vida sem por que, buscando no não acaso
a própria salvação.
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