Um tanto que mais profundo o golpe,
Um tanto que mais corrosivo o verbo,
A língua lambe, saliva ácida...
Craveja e expande,
fraqueja e rompe,
E de que vale tudo afinal?
E aquelas flores que ninguém percebeu?
E aquele sangue drenado?
o sacrifício que ninguém reconheceu,
a carne do cordeiro apodrecido,
mosca e vermes,
ossos e vestígios,
Aos poucos os pedaços se esvaem,
a alma se esvai....
aos poucos...
E o que nos resta afinal?
O que sobra enfim?
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